Como o investimento no cuidado com os colaboradores impulsiona as práticas ESG

Como o investimento no cuidado com os colaboradores impulsiona as práticas ESG

Antes de olhar para fora, olhe para dentro; lideranças humanizadas e colaboradores conectados aos valores organizacionais. Essas são as 03 práticas que a CEO e fundadora da Somos Newa, Carine Roos, sugere para uma empresa voltada para o cuidado com o público interno. Nesta publicação no site Empreendedor, explica, ainda, como essas ações podem impactar positivamente na agenda de ESG das organizações.

Em companhias orientadas por propósitos, pensar em práticas ESG (Governança ambiental, social e corporativa) é um elemento essencial para impulsionar os negócios de forma saudável e responsável. Um estudo da Bloomberg Intelligence revelou que fundos de investimentos focados em ESG irão ultrapassar a marca dos US$ 50 trilhões até 2025, o que deve impulsionar o mercado corporativo no desenvolvimento de projetos de governança. Mas muitos se enganam de pensar que o ESG começa fora de casa. Cuidar do principal bem, o funcionário, é uma das formas de impulsionar os outros pilares de governança responsável nas empresas.

“Pensar no colaborador por meio de uma liderança humanizada voltada para entender as necessidades dele, é algo que se mostra necessário nas organizações. Isso porque quando o colaborador se sente escutado, valorizado, pertencente, isso se traduz em felicidade, engajamento e uma maior humanização do ambiente”, comenta Carine Roos, CEO da Newa, empresa de consultoria em DEI e saúde mental para as organizações.”

Diante desse cenário, a empreendedora cita 3 práticas para uma empresa voltada para o cuidado com o público interno e como essas ações podem impactar positivamente na agenda de ESG das organizações.

1 – Antes de olhar para fora, olhe para dentro

Dentro da agenda ESG existem inúmeras motivações para contratar mais pessoas diversas na equipe. Isso é um passo importante na transformação organizacional, porém antes de olhar para fora da empresa, é preciso se atentar ao time que aquela companhia já tem. O que estamos fazendo para alcançar efetivamente a inclusão das mulheres dentro da companhia? Como estamos olhando para as singularidades de cada colaborador? A partir disso, podemos estabelecer metas mais concretas ampliando o seu alcance.

2- Lideranças humanizadas

Nos últimos tempos notamos algumas reestruturações nas organizações com demissões em massa principalmente em empresas de tecnologia. Além disso, estamos vendo muitos relatos de desligamentos feitos de forma inadequada. Mais do que nunca, as lideranças precisam ser capazes de se conectar de forma mais empática e acolhedora com os empregados. Um ambiente organizacional e a troca são extremamente importantes para um espaço seguro, mas que faça esse funcionário se sentir pertencente à organização, e consequentemente, irá trazer benefícios no engajamento a outras causas que a empresa adote.

3 – Colaboradores conectados aos valores organizacionais

Segundo a última pesquisa feita pelo LinkedIn, 60% dos profissionais estão pensando em mudar de emprego ainda este ano, sendo que 20% deles já iniciaram uma busca ativa por novas posições. Cada vez mais estamos vendo a necessidade de conectar o público interno com os valores organizacionais, isso inclui as práticas da agenda de ESG da empresa. Apesar de serem fatores importantes, o salário e os benefícios não são mais fatores decisivos para continuar nas organizações, é preciso propósito.

Sendo assim, o investimento em pessoas de forma assertiva e detalhada pensando em todas as necessidades quando feitas de forma coerente na organização, refletem na imagem que aquele funcionário tem em relação a empresa e, consequentemente, no seu desempenho nas outras práticas responsáveis que serão tomadas.

Carine Roos: É especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão há 10 anos. Ela é CEO e fundadora da Newa Consultoria, uma empresa de impacto social que prepara organizações para um futuro mais inclusivo por meio de sensibilizações, workshops, treinamentos e consultoria de diversidade.À frente da Newa, Carine tem como missão preparar líderes para que a Diversidade, a Equidade e a Inclusão sejam uma realidade imediata nas organizações.

Artigo publicado no site Empreendedor em 02 de maio de 2023