O que é empoderamento feminino?

Você não sabe o que empoderamento feminino? Então vamos lá… Imagine se alguém fizesse as suas escolhas por você? Imagine se não escutassem a sua opinião em decisões que afetam a sua vida? Essa é a realidade de pessoas que fazem parte de grupos sub representados em nossa sociedade, como é o caso das mulheres. 

A Onu Mulheres, em sua cartilha sobre os Princípios de Empoderamento das Mulheres, afirma que empoderar as mulheres para que participem integralmente de todos os setores da economia e em todos os níveis de atividade econômica é essencial para:

• Construir economias fortes;

• Estabelecer sociedades mais estáveis e justas;

• Atingir os objetivos de desenvolvimento, sustentabilidade e direitos humanos internacionalmente reconhecidos;

• Melhorar a qualidade de vida para as mulheres, homens, famílias e comunidades; e

• Impulsionar as operações e as metas dos negócios.

Ora, penso que toda a humanidade gostaria de viver em um mundo com economia forte, com mais estabilidade e justiça, desenvolvido, sustentável e com direitos humanos, com mais qualidade de vida e com espaço e incentivo para o crescimento dos negócios, certo? 

Se você concorda que tudo isso é importante, então vamos descobrir o que é esse tal empoderamento feminino e como podemos contribuir para que as mulheres sejam cada vez mais empoderadas!

Primeiro, você já deve ter ouvido falar na palavra empoderamento, ou pelo menos, já conviveu com pessoas consideradas empoderadas, ainda que não as tenha ligado a esse termo. Mas o que significa ser uma pessoa empoderada?

O termo empoderamento feminino vem da palavra em inglês empowerment e foi traduzido pela primeira vez pelo educador brasileiro Paulo Freire. Para ele, empoderamento é “a capacidade do indivíduo realizar, por si mesmo, as mudanças necessárias para evoluir e se fortalecer”.

No dicionário Aurélio, o termo empoderamento é definido como: “Ação de se tornar poderoso, de passar a possuir poder, autoridade, domínio sobre; exemplo: processo de empoderamento das classes desfavorecidas.” O dicionário vai além, oferecendo uma extensão deste conceito, caracterizando-o como gíria: “Passar a ter domínio sobre a sua própria vida; ser capaz de tomar decisões sobre o que lhe diz respeito, exemplo: empoderamento das mulheres.”

Já no dicionário Michaelis, o termo vem da sociologia e significa:

Ação coletiva desenvolvida por indivíduos que participam de grupos privilegiados de decisões. Envolve consciência social dos direitos individuais para que haja a consciência coletiva necessária e ocorra a superação da dependência social e da dominação política. É um processo pelo qual as pessoas aumentam a força espiritual, social, política ou econômica de indivíduos carentes das comunidades, a fim de promover mudanças positivas nas situações em que vivem. Implica um processo de redução da vulnerabilidade e do aumento das próprias capacidades dos setores pobres e marginalizados da sociedade e tem por objetivo promover entre eles um índice de desenvolvimento humano sustentável e a possibilidade de realização plena dos direitos individuais.

Hum, então empoderar significa dar poder… No livro Empoderamento da brasileira Joice Berth, publicado pela coleção Feminismos Plurais, com coordenação de Djamila Ribeiro, a autora nos ensina que… 

“o conceito de poder tem sido interpretado de diversas formas, mas na definição de Hannah Arendt, que pensa em poder a partir da ação coletiva, temos a ideia que norteia o significado social e subjetivo de poder e que se aplica na compreensão do que falamos quando assumimos a necessidade de empoderar grupos minoritários, porque […] O poder corresponde à habilidade humana não apenas para agir, mas para agir em conjunto. O poder nunca é propriedade de um indivíduo; pertence a um grupo e permanece em existência apenas na medida em que o grupo se conserva unido. Quando dizemos que alguém está “no poder”, na realidade nos referimos ao fato de que ele foi empossado por um certo número de pessoas para agir em seu nome.”

Berth, Joice. Empoderamento (Feminismos Plurais). Pólen Livros. Edição do Kindle.

Excelente! Já sabemos o que significa empoderamento e fica claro o porquê da sua importância para a construção daquele mundo ideal descrito na cartilha da ONU acima. Agora, o que as mulheres têm a ver com isso? Por que falar de empoderamento feminino?

Segundo a própria ONU, num mundo cada vez mais globalizado e interligado, a utilização de TODOS os ativos socioeconômicos é crucial para o desenvolvimento dos negócios e sustentabilidade do planeta. No entanto, apesar dos recentes progressos, as mulheres continuam a enfrentar a discriminação, marginalização e exclusão, ainda que a igualdade entre homens e mulheres seja um preceito internacional universal, um direito humano fundamental e inviolável. Além disso, as mulheres ainda são as maiores vítimas de violência doméstica e sexual, que colocam sua saúde física, mental e emocional em risco, impactando a sua autoestima e a sua capacidade de contribuição.

O empoderamento feminino coletivo possibilita conquistar liberdade e autonomia, permitindo às mulheres decidirem sobre assuntos que influenciam a sua vida, o seu corpo, a sua casa, o seu trabalho, o seu dinheiro, a sua comunidade e o mundo. 

Grupo Mulheres do Brasil

Grupo Mulheres do Brasil – Protagonismo que transforma.

Para apoiar o empoderamento das mulheres, precisamos investir na sua educação e capacitação. As mulheres precisam conhecer os seus direitos e reconhecer as suas responsabilidades. Precisam ter voz ativa para expor o que pensam e o que querem, ocupar espaços de poder e decisão, escolher a própria carreira e ser remunerada de forma justa pelo seu trabalho. 

Para a construção daquele mundo ideal, precisamos assegurar a inclusão dos talentos, habilidades, experiências e energia das mulheres. Precisamos garantir a sua segurança, saúde e condições de desenvolvimento intelectual e emocional. Também precisamos estimulá-las e dar condições para que elas se empoderem, acreditem no seu potencial e participem ativamente na construção de uma sociedade mais justa, humana e com igualdade de oportunidades para todes. É o que eu e a Newa acreditamos. Você vem junto?

Kaká Rodrigues

Formada em Tecnologia da Informação e Gestão de Negócios e pós-graduada em Mercado Financeiro e Gestão de Pessoas com Coaching, Kaká atuou por 15 anos no mercado financeiro e hoje é co-fundadora da Newa, além de coach, treinadora comportamental, mediadora de conflitos, consteladora sistêmica, terapeuta e palestrante. Participa como líder do Comitê Igualdade Racial no Grupo Mulheres do Brasil. Acredita na não-violência e na inclusão como caminho para uma sociedade mais evoluída. Sua missão é apoiar o empoderamento de pessoas através do autoconhecimento para que elas acreditem em seu potencial transformador e contribuam para a construção de uma sociedade mais humana, compassiva e que valoriza a diversidade em todas as suas formas de expressão.

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